Minha vez de falar

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Qui Nov, 2008 · 2 Comentários

Você estuda mídias. Você aprende e continua aprendendo sobre mídias. Você conhece um pouco mais sobre mídias do que a taxa normal da maioria das pessoas. Você consegue ver muitas iniciativas de desenvolvimento que trazem benefícios para a sociedade vindas das mídias. Você percebe mazelas nas mídias. Você indentifica a causa de muitos problemas existentes na sociedade. Você têm acesso às ferramentas que pode mudar toda essa situação. Você tenta mudar o mundo com seus atos. Você conhece a frase: “É preciso cultivar alguns tipos de relacionamentos. Eles podem vir a ser fontes importantíssimos”. Você aprende a se conter. Você começa a manter as opiniões para os mais próximos.

O tempo vai passando.

Você sabe como críticar as mídias.

Mas agora você trabalha na mídia.

Você É parte integrante da mídia.

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Latifoliadamente molhadas

Sáb Out, 2008 · 1 Comentário

Através do vidro embaçado pela umidade da chuva vejo as folhas latifoliadas amazônicas agradecendo pela água que veio para saciar a sede.

Assim como folhas latifoliadas das árvores amazônicas, o amazonense agradece pela brisa, desta vez refrescante, que, agora, vem acompanhada de água do tipo pluvial.

Nota-se isso pela expressão dos cidadãos. Estão mais calmos, criativos e dispostos independentemente do cansaço do cotidiano.

Acostumados a reclamar do calor típico, que faz os termômetros da cidade medirem, no mínimo, 35ºC, os contribuintes agora desfrutam desse tempo que lembra o frio e desejam que isso tudo continue.

No restante do país é início de primavera. Aqui, cogita-se a possibilidade da outra estação local: o verão chuvoso. A primeira chama-se apenas verão.

Há cinco anos convivendo com nativos amazoneses, é possível compreeender a diferença que a temperatura pode oferecer a uma sociedade.

 

Chama-se de olhar climatologicamente amazonense.

É bem provável que seja isso o que as folhas verdes latifoliadas insistem em transmitir a mim através do vidro embaçado pela torrencial chuva de hoje.

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Jovens e o pensamento em relação a Amazônia

Seg Jun, 2008 · 2 Comentários

Esses dias, aconteceu o 18º Encontro Nacional dos Estudantes de Design aqui na Ufam. Assim como um bom encontro nacional, o chamado N Design trouxe estudantes vindos dos mais diferentes lugares do país.

De fato, o Encontro deixou bem claro que quando se quer (e se tem dinheiro) dá pra se produzir um evento engrandecedor. Dá só uma olhada no site do evento

A questão é:

Tendo tantas palestras/oficinas sobre várias assuntos interessantíssimos para qualquer acadêmico de Design, por que aqueles insistem em preferir o bar ao lado da faculdade?

Se fosse só isso tudo bem. Afinal, fazer o quê? Cada um escolhe o que quer para o futuro.

Mas vira e mexe os amazonenses (e todos os que moram na região Amazônica) tem que ouvir algum absurdo sobre a Amazônia.

Com jovens de todo o Brasil, que moraram por uma semana aqui na Ufam (sim, o congresso foi do dia 1 a 7 de junho), a gente tinha que ouvir:

“Ah..guri..eu ouvi dizer que tem uns índio aqui perto que deixa agente olhar a casa deles se agente dar umas moedinhas pra eles. Eles são tudo besta..vamo lá?!”

Deixar bem claro que não estou generalizando, mas assim fica difícil. Como agente vai poder defender nossos indígenas com os respectivos direitos, se esse tipo de pensamento ainda está na cabeça de muita gente por aí?
E olha que esse é apenas um caso isolado hein…

Ah. Dura caminhada.

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Oh, moda!

Qui Abr, 2008 · 1 Comentário

Agora a bola da vez é a calça de cintura alta.

Ok. Mas quantas de nós vestiria uma calça dessas há um tempo atrás?

“Só porque a personagem da novela usa eu também vou usar. Afinal, é tão bonito esse tipo de calça!”

Impensável em alguns meses.

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Natal brasileiro

Dom Dez, 2007 · 5 Comentários

Chega a época natalina.

 

 

Luzes florescentes por toda a cidade. Árvores com bolas e enfeites que colorem as casas. Comércio agitado que se esforça pra aproveitar ao máximo uma das melhores estações de venda do ano. E é em meio a todo esse cenário que muitas pessoas gastam grande parte do tempo ( e do dinheiro) em presentes e festas.

 

Mas até que ponto o comércio influencia no imaginário popular de natal? Milhares de filmes são lançados anualmente com motivos natalinos. Esses mostram o natal à moda dos EUA, ou países de baixa temperatura, com bonecos de neve, lareiras e roupas que protegem do frio.

 

Em países de clima tropical, como o Brasil, as adaptações natalinas são as mais impactantes possíveis. Por exemplo, o que acha de um pinheiro em plena região Amazônica? Um lugar tão característica pela florestal tropical úmida. Contraditório não?

 

O que se pergunta é: Por que se colocar um pinheiro de plástico em casa, sendo que há inúmeras outras espécies de árvores mais adaptáveis ao clima brasileiro por perto? Qual o problema das bananeiras, mangueiras, cajueiros ou cupuaçuzeiros? E o papai noel? Não já está cansado de sofrer no calor debaixo daqueles tecidos vermelhos?

 

Será que o quesito tradição é suficiente para se continuar a montar, ano após ano, os mesmo e inadequados enfeites? ou Natal só será Natal se for montado do jeito que nos foi mostrado um dia?

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Ser humano atual: moderno e distante da clonagem

Sáb Dez, 2007 · 1 Comentário

 

 

 

Clones?

 

Clone humano ainda se constitui como um mito para a maioria da população. Mesmo estando na era da informação, a problemática da clonagem ainda não está clara no imaginário popular.

A falta de incentivo brasileiro nesse aspecto, seja na promoção de palestra, debates ou na divulgação do assunto mostra-se como fator primordial na análise da problemática da clonagem.

No Brasil, pouquíssimas pesquisas são realizadas no aspecto da biotecnologia. Isso ocorre devido à ausência de investimentos governamentais que incentivem a pesquisa nesse aspecto. Como consequência disso, a população acaba por não obter o conhecimento necessário para a formação e desenvolvimento de uma consciência capaz de analisar, de forma mais completa, as vantagens e desvantagens de se introduzir os clones à realidade. Sem esse embasamento teórico, não há como proporcionar debates e/ou palestras que informem e contribuam para a opinião popular sobre a questão dos clones. A lei de Biossegurança, que proíbe a manipulação e produção de clones no Brasil, ratifica o distanciamento que o povo brasileiro possui em relação ao conhecimento científico sobre clonagens.

Dessa forma, faz-se necessário os incentivos por parte do governo, e consequentemente da sociedade, para motivar as pesquisas que aprofundem e atinjam o conhecimento científico. Assim, pode-se contribuir para um melhor conhecimento da população em geral sobre esse âmbito sobre esse âmbito da biotecnologia que se mostra como a solução de alguns obstáculos à vida, como doenças que podem ser curadas a partir da manipulação de órgão clonados.

 

 

Clones?

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Índio: discurso oficial e imaginário popular

Sex Nov, 2007 · 3 Comentários

“Davam-nos daqueles arcos e setas em trocas de sombreiros e carapuças de linho, e de qualquer coisa que a gente lhes queria dar.”

Pero Vaz de Caminha

A história do Brasil é marcada por inúmeras inserções, mitológicas ou não, que fizeram parte da formação do brasileiro, esteja ele na condição oficial ou no imaginário popular.

Com a colonização portuguesa, o índio foi demonstrado como um bobo pelo fato de ele aceitar facilmente as condições impostas pelos “descobridores”. A cultura indígena estabelece-se diferentemente da européia. Assim, valores como ambição por ouro e submissão de outras civilizações não fazem parte do modo de vivência do indígena, daí a fácil manipulação das riquezas minerais pelos portugueses por meio do escambo. Além disso, o índio, por não falar a mesma língua que o português, não possuir características semelhantes em relação a vestimentas, aspectos religiosos, relações interpessoais e outros valores, foram considerados seres que deveriam ser colonizados em todos os aspectos, incluindo o âmbito religioso. A inocência do indígena perante os acontecimentos colonizadores contribuíram para a iniciativa da aculturação indígena.

Além disso, outros aspectos já tinham sido destacados pelos portugueses, como agricultura, biodiversidade, relevo e território. O caráter exótico desses aspectos foram alvos de grande ambição desde aquela época.

Com o passar do tempo tais pensamentos foram pouco a pouco inseridos no discurso oficial e no imaginário popular. O indígena, por exemplo, por muito tempo foi mostrado como ser submisso e isso desencadeou a idéia de inferioridade do mesmo. Atualmente várias políticas públicas, como a Fundação Nacional do Índio – FUNAI, são retratadas a fim de conservar a cultura indígena que por muito tempo foi devastada. Entre elas, o atual sistema de cotas nas universidades públicas, que visa uma concorrência mais justa nos vestibulares, consiste num aspecto polemizado por se discutir a eficiência e a eficácia da ação política.

Os aspectos naturais já observados por Pero Vaz de Caminha transcenderam para a atualidade de modo que a admiração e consequente cobiça expandiram-se por todo o planeta, como ocorre no exemplo da política de internacionalização da Amazônia. Popularmente, a biodiversidade ainda possui muito do caráter romântico iniciado há décadas. Dessa forma, a sociedade brasileira ainda não se apropriou politicamente da biodiversidade do país que é tão cobiçada internacionalmente.

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Qual sua visão atual da Realidade Sócio-Econômica Política Brasileira?

Ter Out, 2007 · 6 Comentários

O Brasil que se destaca pela biodiversidade e pela variabilidade da cultura, também se constitui diferente na realidade social-econômica política.

No aspecto social, percebe-se a desigualdade negligenciada pelas autoridades detentoras do poder, levando aos menos favorecidos a falta de assistência no campo da saúde, educação, esportes e lazer, ou seja, priva-se o indivíduo do direito a cidadania. Além disso, há a discriminação racial, ainda que encoberta pela hipocrisia.

No campo econômico, observa-se uma boa situação do país, principalmente se forem considerados as exportações, a agricultura, o turismo, os pólos industriais e o empreendedorismo sulista. Tais características, dentre outras, foram as que elevaram a nomenclatura do país, de subdesenvolvido a emergente.

Já no âmbito político, discute-se sobre ética. Inúmeros atuantes da área abusam do poder, fazendo mau uso dele. E, com isso, é esquecido o verdadeiro sentido de política e democracia, ambos nominalmente vigentes aqui no país. Perde-se a contagem dos desvios ocorridos, dos monopólios e todos os outros elementos que compõem a corrupção presente no cenário político brasileiro. Além desses, ainda há aqueles que até desejam aplicar os princípios políticos básicos para o desenvolvimento do estado nacional, mas chegando ao poder de decisão é corrompido. Por sua vez, a maioria da população que não possui opinião crítica por não ter nem acesso a um educação de qualidade, é constantemente alienada e manipulada de acordo com os interesses da classe dominante. Juntos, os aspectos social, econômico e político acima citados revelam a visão do cenário brasileiro.

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Infrações de trânsito: ausência de conhecimento ou de responsabilidade?

Qua Out, 2007 · 6 Comentários

Aos 18 anos, o indivíduo possui idade suficiente para se matricular nas aulas de legislação e direção de trânsito. Nessa aulas são transmitidos conhecimentos fundamentais para que o futuro motorista possa estar apto a usar o volante sem arriscar vidas.

Todo o ano cresce o número de jovens que adquire a Carteira Nacional de Habilitação – CNH -, em proporções assustadoras cresce também o número de acidentes de trânsito no país. É comum a imprensa publicar notícias sobre as infrações de trânsito cuja principal consequência são perdas de milhares de vidas por ano.

Eis então, que surge a questão: O aumento no indice de acidentes de trânsito pode estar relacionado a possíveis falhas no processo de formação daqueles que dedicam dinheiro e tempo para conquistarem a CNH?

Outro fator que parece responder às perguntas relacionadas ao aumento dos acidentes diz respeito à cultura do brasileiro. Apesar das leis existirem a maioria deixa de ser obedecida. Por exemplo, quantas vezes você já deixou de usar o cinto de segurança?

De acordo com o Código Nacional de Trânsito – CONTRAN, as principais infrações catalogadas e classificadas como crime de trânsito são:

1 – Não usar o cinto de segurança

2 – Mudanças de faixa sem sinalizar

3 – Velocidades acima do permitido

4 – Braços para fora do veículo

5 – Girar à esquerda sem sinalizar a seta

6 – Usos do celular

7 – Estacionar na faixa de pedestre

8 – Avanço em sinal vermelho

9 – Avanço em parada obrigatória

10 – Estacionar na faixa de retenção

O descumprimento da lei chega a ser cometido tanto por motoristas de diferentes faixas etárias como por agentes de trânsito que se deixam corromper por condutores irresponsáveis que ferem às leis de trânsito e não desejam a multa como punição.

A consciência de quem ganha o direito de dirigir não deve depender dos deveres para com a legislação ou do comportamento do próximo. É importante considerar que as leis de trânsito foram elaboradas com a finalidade de organização e proteção ao ser humano.

Assim, a infração de hoje pode ser mais um indivíduo na lista de vítimas de trânsito de amanhã.


 

* Lembra aí, quantas vezes viu acidentes ocorrerem por causa da impaciência no trânsito?

Salve a vida dos outros e a sua: obedeça as leis de trânsito.

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Novela: Válvula de escape dos problemas diários do ser humano.

Dom Set, 2007 · 5 Comentários

No shopping:

No Amazonas shopping, estava eu e a Jessica (amiga do curso de Turismo/UEA) na terça-feira, mais precisamente no dia do penúltimo capítulo da novela “Paraíso Tropical”, e tivemos uma experiência de exclusão. Todos os seres presentes na praça de alimentação do shopping encontravam-se ávidos por cada segundo da trama que estava chegando ao fim. Consumidores, funcionários das lojas, funcionários responsáveis pela limpeza…todos parados assistindo a TV. E, de fora, avistamos essa cena como se observássemos um sociedade à qual não pertencêssemos.

Durante a semana, foram inúmeros os comentários que tive que ouvir sobre essa trama (¬¬) :

Na faculdade de Turismo:

Fulana: Quem você acha que matou a Taís?

Sicrana: Rapaz, num sei ó..estou doida pra ver o capítulo de hoje…

Na faculdade de Jornalismo:

Professor 1: – Gente! Tenho só mais uma pergunta antes de liberar vocês para o intervalo…Quem matou a Taís???

Professor 2: – Eu assisto a novela mesmo! Sou noveleiro e assumo! Mas tenho uma desculpa aceitável. Assisto para poder criticar…

Em família:

- Girlene, muda pra Globo porque já deve ter começado “Paraíso Tropical” !!

- Quem será que matou a Taís? Quem? Quem?

- Eu sabiiiiiiiiiiiiia que tinha sido o Olavo que tinha matado ela!! Sabia! Sabia!

No intervalo da faculdade de Turismo:

- Espera mana! Estou assistindo “Paraíso Tropical” !

No curso de inglês:

Teacher: - Como assim!! A Girlene não gosta de novelas??? Num acredito!!!

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Hellooooooooooooooooo!

O que tenho a ver com isso?

A persuasão que a mídia, principalmente a novela, exerce em relação a sociedade é abusiva. Muitas pessoas param suas respectivas atividades para acompanhar dramas e fazer a catarse de cada dia.

  • Agora chega o momento de analisar:
  1. Quantas modas se aderiu por causa da tal novela?
  2. Quantos pensamentos foram deturpados por causa dela?
  3. Quantas atitudes foram modificadas?
  4. Contribuiu ou danificou?

Fica a análise de cada um.

O que a novela contribuiu na minha vida mesmo??

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