Sempre disse (para mim e para os outros) que pegar carona com desconhecidos é arriscado.
E agora venho escrever sobre a carona que peguei ontem com uma desconhecida. (É bem verdade que já havia pegado carona com uma desconhecida antes, mas prometi para mim mesma que seria a primeira e última vez que eu faria isso) Pois bem…
Vou contextualizar-lhe: chego à parada de ônibus relativamente cedo para ir à faculdade. Sempre me gabei de morar estrategicamente bem e, com isso, transporte coletivo nunca foi um grande problema. Mas ontem…especificamente ontem, Manaus passa o dia com a presença da agradável chuvarada. Tirei um print screen para vocês darem uma olhada:
(Se clicar cresce!)
E o trânsito, para não ficar por baixo, estava mais complexo que o de costume (Sim! – para você que não conhece Manaus e ainda tem pensamento antigo - aqui tem carro sim! ¬¬).
Depois de estranhos 35 minutos esperando o bendito ônibus, e estando atrasada mais de meia hora, eis que percebo um alguém que resolveu trocar algumas palavras comigo:
- Oi, você vai a Ufam?
- Vou
- Estou indo lá, chamei um táxi. Quer uma carona?
- Tá. (Aquele “tá” mais sem graça do que tudo na vida, lembrando do que eu prometi para mim mesma sobre pegar carona com estranhos. Tudo bem que a garota não representava necessariamente aquele esteriótipo de medo na minha mente tão povoada pelas notícias violentíssimas/sangrentas dos telejornais atuais, mas, de qualquer forma, aquela situação martelava na minha cabeça).
O que eu fiz?
Entrei no táxi, lógico.
De primeira, olhei para a motorista (Sim, era uma mulher dirigindo o táxi. Qual o problema?) e ví que ela não refletia em mim sentimento de amendrotamento. Isso também vale para a garota. Coitada. Estava agoniada por estar atrazada para a prova de Cálculo. (Não cheguei a perguntar o curso dela. Sei que é da Área de Biológicas ou exatas porque foi no mini-campus que ela parou. Mas confesso que ela não tinha cara nem de Biológicas e muito menos de exatas…) Por causa dessa prova, a garota (que até agora não sei qual o nome) estava puro nervo enquanto tentava parecer simpática com a táxista que buscava “voar” naquele trânsito da avenida Efigênio Sales – antigo V8 - (mas ela estando lotada e não como está nesta foto) na tentativa de poder ajudar a garota.
E, nisso, o taxímetro ia se embebedando feliz da vida.
Cena: A táxista reclamando loucamente do motorista da frente que não deixava ela passar de jeito nenhum. A garota revoltada com o celular dela (um V3 rosa brilhante) que não a deixava falar com alguém da sala dela para guardar lugar para a prova que ela tinha. E eu escrevendo esse texto.
- Você está só 5 minutos atrazada, afirmou a taxista (num tom auxiliativo)
- Hum…ok, disse a garota. (louca para sair voando do táxi)
Taxímetro medindo R$ 22, 25.
Dei minha parte. (Eu sei que ela ofereceu carona, mas um bom sentimento de contribuição veio a mim nesse momento )
Desci do táxi. Ela continuou.
Fui ao outro lado do campus em outro ônibus, pensando nesse post e ví o quanto é bom libertar-se dos preconceitos a todo momento que puder.
Fim da história? Ah…no fim das contas ainda cheguei atrasada uns 15 minutos…Rs!



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