Neste momento, é difícil não externar todo o processo anti-didático que eu e a maioria dos estudantes no Brasil estamos inseridos.
Digamos, a pedagogia do ensino nos permite indagar que não é simples o ofício de ensinar.
Os noticiários insistem em mostrar os níveis de qualidade educacionais em deferentes localidades do país, do pré-escolar ao ensino superior. Nesse último, que recebe mais investimento oriundo do governo brasileiro, é um questionamento a respeito.
Não basta ler e explicar o texto que o estudante leu em casa ou equivalente.

O que se observa nas universidade brasileiras são professores apaixonados pelos respectivos objetos de estudo, mas com pouca capacidade de transmitir esse encanto para os que se encontram sentados a esperar pela reflexão estimulada pelo diálogo estudante – professor.
Essa característica é dominante e, quando, “como num passe de mágica”, aparece algum professor que está disposto a te mostrar como o conhecimento pode ser adquirido de maneira prazerosa e instigante, há espanto e surpresa inicial.
Talvez, por isso, a denominação autodidata tenha se encaixado tão bem aos acadêmicos nos últimos tempos.
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Através do vidro embaçado pela umidade da chuva vejo as folhas latifoliadas amazônicas agradecendo pela água que veio para saciar a sede.
Assim como folhas latifoliadas das árvores amazônicas, o amazonense agradece pela brisa, desta vez refrescante, que, agora, vem acompanhada de água do tipo pluvial.
Nota-se isso pela expressão dos cidadãos. Estão mais calmos, criativos e dispostos independentemente do cansaço do cotidiano.
Acostumados a reclamar do calor típico, que faz os termômetros da cidade medirem, no mínimo, 35ºC, os contribuintes agora desfrutam desse tempo que lembra o frio e desejam que isso tudo continue.
No restante do país é início de primavera. Aqui, cogita-se a possibilidade da outra estação local: o verão chuvoso. A primeira chama-se apenas verão.
Há cinco anos convivendo com nativos amazoneses, é possível compreeender a diferença que a temperatura pode oferecer a uma sociedade.

Chama-se de olhar climatologicamente amazonense.
É bem provável que seja isso o que as folhas verdes latifoliadas insistem em transmitir a mim através do vidro embaçado pela torrencial chuva de hoje.
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